Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Images.










Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

A inteligência de Transformers.


Começo pela parte mais difícil: gostei de Transformers 2. Pronto. Agora o resto fica mais tranqüilo. O fato é que eu já era fã do primeiro filme, como dá pra constatar pelo texto um pouco mais abaixo onde eu tento defender o Michael Bay. E pra ver um filme como esse sem o olhar critico que eu dedicaria a coisas mais engajadas artisticamente, basta colocar as coisas em seu devido lugar. Quando eu vejo Transformers 2, eu quero um filme longo, com efeitos especiais espetaculares, ação ininterrupta e, deixando a hipocrisia de lado, altas doses de Megan Fox. E o filme tem tudo isso. Mas vou tentar falar sério um pouco. Trata-se de uma obra para a nova geração, feita com o cuidado de agradar as hordas de adolescentes que são o principal público de cinema no mundo. E tudo no filme é cuidadosamente pensado para atingir esse objetivo. Em primeiro lugar, a aposta na imagem e no som em detrimento do conteúdo. Trata-se de uma obra anestesiante, que não permite uma reação intelectual do espectador. Não existe tempo para isso.


Mas Transformers 2 vai ainda mais longe na tentativa de pegar esse público com os hormônios em ebulição. Há filmes pornôs mais sutis na maneira que abordam o sexo. Tudo em Transformers 2 é recheado de referências ao imaginário sexual. Desde a inexplicável beleza da atriz principal até as piadas de baixo calão que envolvem robôs tarados ou com testículos. E há a tecnologia. Não sou de me impressionar com efeitos especiais, mas os de Transformers 2 são de cair o queixo. Não há nada que passe a impressão de que aqueles robôs são animados e aplicados por computador. Não existem falhas técnicas aqui. Então temos essa combinação de sexo e tecnologia (os maiores interesses dos teenagers) que não tem outro propósito a não ser o comercial. A lógica de Transformers 2 é a lógica da publicidade. E como profissional da área eu não posso deixar de admirar a inteligência de business por trás do filme. E a habilidade de Michael Bay em concretizar isso tudo, colocando centenas de milhões de dólares nos cofres dos produtores. Arte é outra coisa, mas Transfomers 2 me diverte e me fascina. E ainda tem a Megan Fox.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Laerte dos bons.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Grand Prix de Filme em Cannes.


Movie Frames.

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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Michael Bay e o cinema dos sentidos.


Esse cara aí de cima é considerado por boa parte da crítica como um dos piores diretores do cinema (pelo menos entre o time A de Hollywood, de grandes orçamentos e bilheterias). Antes disso, esse mesmo cara foi considerado um dos melhores diretores de filmes publicitários do mundo. Será possível que ele tenha perdido tanto a mão ao fazer essa transição? A diferença é que na publicidade, os filmes são feitos para vender produtos. No cinema, o filme é o produto. E quem está acostumado a um cinema cerebral, que faça pensar e refletir, a sensação de vazio ao ver um filme de Michael Bay é quase inevitável. Por que quase? Porque dá sim para apreciar o cinema desse diretor sob uma perspectiva artística. Em primeiro lugar, Michael Bay é um autor. Ele desenvolveu um estilo próprio de contar histórias, apoiado principalmente pela edição, trilha sonora e fotografia. Bay utiliza esses elementos com a intenção de provocar um assalto aos sentidos. A emoção, em seus filmes, é provocada pela visão e audição. Não há aquele processamento no cérebro que as grandes obras provocam: o de fazer a gente se emocionar pela identificação e pela inteligência do que se está vendo. Mas o que eu coloco aqui é: isso é necessariamente ruim? Por que as emoções básicas e simplórias têm que ser rejeitadas tão veementemente? Provocar thrills através da pura técnica é crime punível com a pena de morte? Não. Porque cinema também é isso. Por exemplo: considero Casablanca o filme mais perfeito já realizado, por sua consistência dramática, suas sutilezas, atuações e roteiro absolutamente impecável. É cinema industrial feito por verdadeiros artistas. Mas não é isso que me vai me levar a rejeitar o extremo oposto. Quem ama cinema, obrigatoriamente, tem que ter uma visão ampla da arte, e não se restringir à admiração de apenas um tipo de caminho. O cinema de Michael Bay é radicalmente comercial. Não há objetivo ali a não ser a criação de um evento que leve milhões ao cinema e encha os bolsos dos produtores. Mas porque esses filmes alcançam esse objetivo? Porque por trás deles existe um mestre na técnica de manipular as emoções do público. Principalmente o público mais juvenil, que ainda não desenvolveu emoções mais complexas. Ou seja, existe talento aqui. Pode-se questionar a ética desse talento, mas nunca a força da sua estética. Os piores filmes de Michael Bay são justamente aqueles onde existiu a pretensão de se fazer algo além da sua capacidade: Pearl Harbor, uma derivação inferior de Titanic e outros épicos românticos, que tentou remeter à Era de Ouro de Hollywood sem ter no entanto, a sensibilidade dos filmes desse período. E A Ilha, onde a intenção de se fazer uma distopia com toques filosóficos naufraga diante da falta de uma bagagem cultural e intelectual adequada. 

Prontos para salvar o mundo e encher os bolsos de grana.

Já os melhores filmes do diretor são, não coincidentemente, os que mais faturaram: Armageddon e Transformers. E isso é óbvio, na medida em que a ética e a estética de seu cinema estão voltados para as bilheterias. O que difama Michael Bay é um erro de interpretação dos críticos, que confundem intenções e objetivos com falta de talento. E uma das coisas que fazem parte do gostar de cinema é ver o cinema com uma cabeça mais aberta. Sexta que vem estréia Transformers 2. E eu estarei entre os primeiros na fila.

A melhor criação de Michael Bay.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Pra reativar.