segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A nova comédia é careta.



Ontem finalmente eu vi Knocked Up, do Judd Apatow. O filme tem as mesmas qualidades e defeitos de O Virgem de 40 Anos, também dirigido por ele. Apatow e seus amigos estão fazendo um tipo de comédia que a crítica americana está adorando elogiar, e que é a cara do século 21. Nos dois filmes se fala muito, e muito explicitamente, de sexo. E até aí é tudo muito engraçado. Mas em algum momento, parece que bate um sentimento de culpa nos cineastas e a história fica mais séria. É quando os personagens passam a buscar um relacionamento estável com o objetivo de formar uma família. E o que era engraçado acaba ficando chato. Há muito mais sofisticação e talento nesses filmes do que nas pornochanchadas americanas dos anos 80. Mas nos anos 80 a única preocupação era divertir, e não havia essa busca pela recuperação dos valores tradicionais da família. Os filmes de Apatow acabam, por incrível que pareça, se tornando o retrato perfeito desses tempos politicamente corretos. Quem me conhece pode dizer: "Angelo, mas tu é o cara mais certinho e família que eu conheço." Aí é que tá. Eu posso ser assim. Uma boa comédia, nunca.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

AEIOU.


É a primeira vez que eu tô postando um comercial aqui. Mas esse, estrelado pelos heróis nacionais do youtube (Lasier incluído), merece.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Fasano Cabeça.

Médias-metragens franceses dos anos 50 no Guion sábado à tarde?
Oui.

Homens loucos.


Eu ia postar aqui só depois de ver o segundo episódio, mas não deu pra resistir. Vi nesse domingo a reestréia da primeira temporada de Mad Men, que eu não cheguei a ver na primeira vez que passou. E, a julgar por esse episódio de estréia, temos um novo Sopranos. Poucas vezes eu vi uma produção pra TV tão sofisticada e inteligente. A série acompanha o dia-a-dia de uma agência de publicidade fictícia, na Nova York do começo dos anos 60. A reconstituição de época é perfeita, e eu não tô falando só dos cenários. O roteiro captura com perfeição os costumes do período, como o hábito de fumar. Sim, as pessoas fumavam naquela época, e todos os personagens aparecem fumando, o tempo inteiro. Mas o grande trunfo de Mad Men é mostrar que no mundo da publicidade, pela própria natureza da profissão, até as pessoas de boa índole têm que ser falsas. E que essa falsidade acaba se transferindo para todos os aspectos da vida. A cena final do primeiro episódio é emblemática. E para quem é publicitário como eu, assustadora.

Apache.


Uma coisa boa de ficar botando uns 20 discos por semana no ipod, é que a gente vai descobrindo aos poucos as preciosidades que acabam entrando. Por exemplo: só hoje eu fui descobrir que tenho uma versão da clássica Apache, gravada pela Incredible Bongo Band. Acima, The Shadows, a primeira banda a gravar esse marco da música pop instrumental.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lamentável.


Essa capa é de uma HQ antiga, quando a DC Comics passava por sua pior fase. Não tem como duvidar da famosa teoria de que ilustradores e roteiristas gays usavam os quadrinhos pra passar mensagens subliminares.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Post Fasano.

Chocolate quente Martin da Kopenhagen às 17h15 de um dia nublado? Sim.