quarta-feira, 23 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
Why so serious?
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Chora, Poderoso Chefão.

Sempre critiquei um pouco aqueles diretores que começam fazendo filmes geniais de espírito independente/adulto e acabam cooptados pelo cinemão, dirigindo histórias de super-heróis para adolescentes. É o caso de Bryan Singer, que apareceu com nada mais nada menos que Os Suspeitos e acabou com dois X-Men legais mas sem personalidade e com um lamentável Superman Returns. Do Ang Lee então, nem se fala. Ainda bem que depois da sua desastrosa versão do Hulk ele retomou o caminho da inteligência. Christopher Nolan apareceu para o mundo com a obra-prima Amnésia e se mandou para Gotham City. Mas aí a história foi diferente. Ao invés de descer ao baixo nível mental dos adolescentes americanos, Nolan elevou o Batman a uma estatura jamais imaginada. Chega a ser uma piada The Dark Knight estar disponível em cópias dubladas, direcionadas ao público infantil. Pois se trata de um filme sério, adulto, com pretensões éticas e filosóficas. E com um diretor que tem domínio absoluto do seu ofício. Tudo é impecável em The Dark Knight. O roteiro, que nunca foi o forte das adaptações de HQs, nesse filme dá sentido aos personagens e suas motivações, ao invés de servir apenas como motor da ação. O elenco é um caso a parte. Os atores tinham consciência de que estavam em um grande filme e entregaram atuações dignas de Oscar. Michael Caine e Morgan Freeman, com a experiência e a elegância de sempre, são os verdadeiros centros morais da história. Maggie Gyllenhal faz uma Rachel Dawes que não é pra qualquer Katie Holmes. O Harvey Dent de Aaron Eckhart surpreende como um retrato perfeito de como o ser humano pode ser afetado pelas coisas que estão além de seu controle. Mas é o Coringa de Heath Ledger que não sai da cabeça. O ator fez um personagem que acaba de entrar para a história. Mas além do talento único do ator, os méritos também devem ir para o roteiro de Chris Nolan (em parceria com o irmão, Jonathan). Pois ali o Coringa não tem origem, não tem nome, não tem passado. Ele é o fruto de uma sociedade caótica, quase uma força da natureza. Esse é um dos principais acertos de um filme que não erra. Nesse momento, The Dark Knight está acima de O Poderoso Chefão no ranking do IMDb. Pode ser o entusiasmo do momento, e o filme do Coppola pode voltar logo para o seu já tradicional primeiro lugar. Mas acredite: The Dark Knight está longe de ser mais um blockbuster de verão. Muito longe.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Locked in.

Às vezes a gente sai satisfeito do cinema. Outras vezes a gente sai com a sensação de que não viu apenas um filme, mas que acabou de passar por uma experiência. Comigo, que eu lembre, isso aconteceu quando eu vi Apocalypse Now Redux, Cidade dos Sonhos e Dogville. E ontem aconteceu de novo. O Escafandro e a Borboleta é mais do que um filme. Conta a história real do redator da Elle francesa que sofre um AVC e fica totalmente paralisado e incapaz de se comunicar, a não ser piscando o único olho que lhe resta. Só que a obra não faz isso de um jeito comum, ao estilo "doença da semana" dos telefilmes americanos. O Escafandro e a Borboleta coloca o espectador trancado no corpo do personagem junto com ele, e só temos acesso ao que ele vê (com algumas exceções), seus pensamentos, sua imaginação e sua memória. Com isso, sentimos o desespero de ter toda uma vida interna que não pode ser colocada pra fora. E compreendemos porque ele fez questão de escrever (ou ditar, piscando o olho) o livro que deu origem ao filme. Durante duas horas, a vontade de se mexer na cadeira é incontrolável. E a emoção também.
Tô pegando.
O Leo Prestes já disse que a gente começa a perceber que tá ficando velho quando passa a ouvir mais AM do que FM. E já faz tempo que eu só ligo o rádio pra ouvir notícias e transmissões de futebol. Mas agora também dá pra pegar a Gaúcha no 93.7 FM. E eu tô me sentindo de novo na flor da juventude.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Bat-ajuda.

Todo mundo sabe que o Batman é um herói sem superpoderes. Partindo desse princípio, com bastante treino e força de vontade, todo mundo pode sair por aí vestido de morcego gigante dando sopapos em bandidos. Pelo menos é o que acha um tal de E. Paul Zehr, que escreveu o livro Becoming Batman - The Possibility of a Superhero, onde ele mostra, etapa por etapa, como você pode virar o novo cavaleiro das trevas. Tem louco pra tudo nesse mundo. E nerd também.
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