quinta-feira, 10 de julho de 2008

Batman (1989)


Tim Burton foi a escolha certa na época certa. No final dos anos 80, ainda combinava com o Batman e o Coringa uma visão mais ingênua, inspirada em contos góticos. Os cenários e a fotografia acentuam essa característica. E tudo é propositalmente irreal, situado numa Gotham City fora do tempo e do espaço. O colorido Coringa contrasta com o tom predominantemente escuro, sóbrio e triste do filme. Difícil é escolher pra quem a gente torce.

Batman (1966)


Impagável versão para o cinema da popíssima série de TV, com Adam West, Burt Ward e os principais vilões: Coringa (Cesar Romero), Pinguim (Burgess Meredith), Charada (Frank Gorshin) e Mulher-Gato (Lee Meriwether). Tudo que a série tinha de bom, no filme fica ainda melhor. O Batman continua barrigudinho, as cenas envolvendo os vilões ainda são com a câmera levemente inclinada pra mostrar como a mente deles é distorcida, o Robin exclama "santa isso, santa aquilo" toda hora e a trilha do Neal Hefti tá lá também. Mas aqui tem o Bat-repelente de tubarão. E o Batman dança o Batusi.

Poster.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Momento de decisão.


Nos anos 30 tudo era mais simples: bastou um quadrinho pra que o Bruce Wayne decidisse virar o Batman. Acho que vou fazer um pôster com essa obra-prima da narrativa sintética, pelo mestre Bob Kane.

terça-feira, 8 de julho de 2008

O pior diretor do mundo.


Esse texto eu escrevi logo após a estréia de A Dama na Água. Mas com o recente lançamento do massacrado The Happening (que eu não vi nem vou ver), o conteúdo se mantém bem atual.

Ok, o título foi só pra chamar a atenção. Óbvio que o pior diretor do mundo provavelmente é um cara de quem ninguém ouviu falar. M. Night Shyamalan não é o pior diretor do mundo. É apenas um dos piores. Dito isso, vamos começar elogiando pra depois descer o pau. Quando vi O Sexto Sentido no cinema em 1999, foi uma experiência rara. Poucas vezes fiquei tão empolgado ao mesmo tempo com o roteiro e a direção de um filme. Quando descobri uma meia hora antes do fim o grande segredo que envolvia a história, fiquei genuinamente emocionado com a inteligência da coisa toda. E fiquei degustando os últimos minutos, esperando o grande momento da revelação. Obra-prima do cinema. Porém...

O Shyamalan resolveu continuar fazendo filmes. E tivemos que ver Corpo Fechado, Sinais e A Vila. Acho que talvez o grande problema do cineasta não seja a falta de talento, mas o fato de ele se achar muito mais talentoso do que de fato é. Isso acaba levando seus filmes a um grau de auto-reverência tão grande que chega às raias do ridículo. Shyamalan leva seu mundinho a sério demais. Spielberg que é o Spielberg deixa transparecer mais humildade na sua obra. Os filmes do Shyamalan sempre têm 107 minutos de duração. Além disso, o diretor é tão pretensioso que não se satisfaz em ficar por trás das câmeras e sempre dá um jeito de mostrar a carinha em seus filmes. O outro famoso por fazer isso atendia pelo nome de Alfred Hitchcock. Preciso dizer mais? Talvez não, mas vou dizer. O final-surpresa, que funcionou tão bem em O Sexto Sentido, virou cacoete, ou como preferem os fãs, marca-registrada. Se Shyamalan não se achasse tão maravilhosamente genial, abriria mão dessa constante repetição de si mesmo. E talvez seus filmes fossem um pouco mais interessantes.

Outra prova de que o ego prejudica a carreira do rapaz é o seu filme mais recente, A Dama na Água. Adaptado de um livrinho infantil de autoria própria, o roteiro foi rejeitado pela Disney como algo que ninguém além dele mesmo ia querer ver. A Warner, ainda acreditando na marca Shyamalan, apostou no filme e deu com os burros n’água. Trata-se de um dos maiores fracassos do ano.

A cada filme, o diretor perde mais uma boa leva de fãs, mas tem aqueles que ainda resistem. Pra esse pessoal, eu sugiro fazer um exercício de abstração: imagine se O Sexto Sentido nunca tivesse existido. Você seria fã do cara assim mesmo?

Uma colega mandou por email o trailer de A Dama na Água, com o texto: “Trailer do último filme de M. Night Shyamalan.” Não resisti e mandei: “Tomara que seja o último mesmo.”

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Joker.


O Coringa, em uma das melhores ilustrações do hiper-realista Alex Ross.

Post Fasano.

Ontem eu estava impossível. Fui no Santander Cultural e em seguida dei uma passadinha na Tortaria, para me deliciar com um apfelstrudel com chantilly. Um dia lindo merece um fim de tarde na Fernando Gomes. Hoje vou continuar nesse embalo.